Colaboradores

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009

Taina Santos - Recado

Recado

Li teu recado,
não era de amor nem de saudade,
Li como se lê uma noticia comum, amarga, sutil...
Dizia: - qualquer dia te procuro, ando sem tempo.
Só isso, sem traumas , nem amor, nem lembranças.
E do prazer que me fez sentir? Esqueço, jogo fora
como quem se despede de um prazer único?
E das lembranças dos beijos mais loucos
que pelo meu corpo você deu e,
que até hoje se arrepia quando lembro, o que faço?
E do teu corpo que me persegue nas lembranças solitárias
em que o único refugio é a solidão amarga da saudade, que faço?
Meu corpo que ardia aos beijos, aos carinhos,
ao amor, ao gemido do prazer, ao olhar, que faço?
E de tantos homens que fingi amar, sentir,
só pra lembrar de meu amor por você , que faço?
Quem sabe lendo meu desabafo não dirá:
- que mulher terá tido tanto prazer que eu nunca consegui dar a ninguém.
E nunca imaginará que é do prazer
que senti nas suas mãos que falo,
daquele dia para mim único, eterno, que para você não foi nada.


Rio de Janeiro 01/2009

Domingo, Novembro 09, 2008

Resposta a um adeus sem pra trás olhar - Taina Santos

Resposta a um adeus sem pra trás olhar

Faça um borbado
delicado com tuas lágrimas, se chorar,
desenhe nos espaços
vazios do teu coração a esperança,
tudo que fere demais
conforta no inverso da dor,
nada que sai do coração
amargo regenera o amor,
sei disso pois
sofri de amor e também chorei,
sei disso pois
meus olhos secaram e amei de novo.

Taina Santos Rio, 07/11/08

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Taina Santos - Resposta à ilusão

Resposta à ilusão

Não, mentir não posso, senão a ilusão é minha,
Nunca alimentei em ti amor, e desejo em mim,
Sempre disseste que a mim não amaria, que queres?
Agora sucumbes, na mesma dor que um dia já senti.

Como queres que te ame, se agora me pedes mentiras,
mas me deixe com meu afeto que por ti sinto,
amo o amigo, não quero agora amar o homem,
tenho também a ilusão do amor no que agora procuro.

Também nos meus caminhos tropecei, cai, chorei
E gritei tanto pelo amor que rouca fiquei,
e tu sempre do amor, aqui não acreditou,
Não tenho remorso, nem tentei, não me iludi.

Não reze aos santos em vão, eles nunca amaram
uma mulher, eu que já amei sozinha, sofri de amor.
Levante os olhos, e siga o amor, e siga a paixão.

Rio, 16/08/07

Ilusão - Luiz Alberto

Ilusão

Mente ao meu coração, suplico
ele não quer sofrer nos devaneios,
em tuas mãos seguras quis adormecer
como se fosse um acaso do amor.

Não digas verdades, ele não resiste a prantos,
não resiste a desconsolos, descompassos,
só quero agora mentiras, rezo aos santos,
nunca acreditei, quero tudo que de mim esconde.

Os caminhos são tortos e fugazes, não os vejo,
mas esqueço as promessas que a mim fiz, pra que?
Nunca as cumpri mesmo, eram ilusões dos meus olhos.

Os caminhos ficaram longos sem você, reconheço,
Por agora quero a mentira, oh céus! nunca imaginei
que para não sofrer eu preferisse a ilusão.

Itaipu, 15/08/07

Utopias - Luiz Alberto

Utopias

Busco sonhos que já tive e perdi,
Faço de você a utopia possível,
Reencontro agora o que nunca encontrei,
Caminhos partidos nas estradas bifurcadas.

Quero do encontro que sonho, a utopia
do mais simples do olhar, e descobrir,
por inteiro a tua ânsia de vida e amor,
abraçar, esquecer do tempo, e beijar você.

Colher rosas prontas, e em broto nascendo,
E no afã de minha busca esbarrar no amor
Sorrateiro e treloso que se mostra se insinua.
quero no teu coração a certeza do meu afeto.

Quero teu amor, tua maturidade e vivencia
como se dela eu sempre fosse presente,
quantos zelos me ensino para proteger você,
quero praticar a proteção, o carinho pelo olhar.

Quero no dia a dia a cumplicidade e o afeto,
da amizade, da confiança, do companheirismo,
do andar atoa de mãos entrelaçadas ou não,
do amar no abraço, no beijo e em todas as utopias.



Itaipú, 01/08/07
Utopias - Luiz Alberto

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

Tua pele - Taina Santos

Tua pele

Tua pele é a veste de minha nudez,
onde me encontro, no amor me distancio
do real, sonho lindo, quero as vestes do amor
no abraço louco, e só quero te beijar.

Quero tua pele em meu tato feminino,
e do vento matreiro tirar a doçura do toque,
as pétalas que me enebriam, meus olhos úmidos.
E sinto o amor que nunca senti, não lembro.

Do toque na ponta do dedo encontro o êxtase,
e no êxtase apalpo você, fecho os olhos, sonho.
Não ouso acordar, quero a viagem sem volta.

Não quero a renuncia do prazer, tua pele sinto
na minha pele, há trocas escondidas sem que eu veja,
há amores escondidos, sem que eu pressinta, quero amar.

Itaipú, 09/08/07

Domingo, Agosto 05, 2007

Taina - Teus Olhos

Teus olhos


Que me dizem teus olhos nessa noite,
quando os teus beijos me percorrem os lábios,
quando tua boca me lambuza o rosto, e me excita,
e meus beijos e boca te retribuem tudo que recebo.

Que me dizem teus olhos nessa noite,
enquanto tuas mãos me percorrem,
e me conduzem nos sonhos e devaneios.
No delírio do prazer: quase desmaio, quase sobrevivo.

Que me dizem teus olhos nessa noite,
enquanto tua boca molhada, e tremula
cola no meu peito e murmurando,
diz coisas que não ouço, nem posso ouvir.

Que me dizem teus olhos nessa noite,
quando invertemos os corpos molengas e
tal acrobata contorcionista, e no prazer louco,
escondemos os rostos nas entranhas alheias.

Que me dizem teus olhos nessa noite,
enquanto meu corpo dobra dentro do teu,
se esconde, se delicia, se contorce,
e esquece a vida, esquece tudo...

Que me dizem teus olhos nessa noite,
enquanto minhas mãos te percorrem,
te conhecem, te desnudam do suor,
te retribuem o prazer por mim sentido.

Que me dizem teus olhos nessa noite,
depois de todos os carinhos feitos,
depois dos encontros dos corpos unidos,
depois do prazer das mãos amargas e suadas,
depois de desfalecer no gemido escondido,
depois que tudo sentimos nesse ritual sem fim.


Tainá Santos, dez/98

Quinta-feira, Agosto 02, 2007

Lugar Lindo - Areia - Paraiba


É um lugar muito bonito com um casario antigo bem conservado.

Quarta-feira, Julho 04, 2007

Tainá Santos - Cadê você

Cadê você

Procuro, nas nuvens que criei, a imagem
do que perdi e amei um dia por um dia.
é você que me entorpece de saudade
minha volúpia te espera, meu amor se recria.

Tenho a saudade que só os amantes sentem,
e mais que a saudade, eu sinto muito remorso
do que não falei quando você foi embora,
do que não falei quando estava dentro de mim.

E quando lembro de tuas loucas carícias
no meu corpo que se contorcia a cada beijo,
no meu corpo que tremia, sentia, desfalecia.

Onde te encontro agora? Cadê você?
Mande notícias, cartas, telefone, qualquer coisa
conheci o prazer do amor, tenho saudade.


Tainá Santos, Rio, 04/07/2007

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Tainá Santos - Rosas Vermelhas

Rosas Vermelhas

Ontem tomei banho de rosas vermelhas,
é fetiche que tenho, é loucura que me cega.
Enchi a banheira, e tal como nos sonhos,
coloquei-me como um presente e esperei.

Espero me entorpecer com o cheiro doce,
acaricio a maciez das pétalas esperando a vida,
estava nua, como deve estar quem espera o amor
não havia ninguém, mas eu sonhava o êxtase.

Nos meus seios, enrijecidos, passo pétalas
tenho o semblante tranqüilo e a boca seca
tenho do amor a esperança e a ânsia de sentir.

No meu corpo pedinte espero teus carinhos,
Sou mulher, não peço nada que não provoque
em mim e em ti as bocas tremulas, o sorriso da paixão.


Tainá Santos, Rio, 06/2007

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Taina Santos - Flor de açucena

Flor de açucena

Quando deito com você,
Não existo mais sozinha.
Não me vejo, não vejo meu corpo
Carrego por instantes
Todos os sons indecifráveis e mudos
Emitidos por um único corpo.
Meu interior te abraça
Como uma coisa única, indivisível
As estrelas impenetráveis dessa noite
Não são maiores que o brilho
dos corpos únicos, de mãos e pernas duplos

Tainá Santos, 26/1/99

Taina Santos - Buscando você

Buscando você


Tua sombra,
me percorre o corpo,
gosto do calor, entranhas,
não vejo o pôr do sol, busquei,
quem busca a tua sombra, sou eu.

No entanto,
disfarço o meu espanto,
te amo e no entanto,
a fábrica de brinquedos, sou eu,
quem produz a tua sombra, sou eu.

Quem vai mover a fábrica, quem vai,
descobrir os meus sonhos, quem vai,
quem foi brincar no por do sol, quem foi,
pintar o arco íris quem foi,
buscar todo o seu ouro, fui eu.

Quem vai mover o mundo, quem vai,
andar como andarilho errante, quem vai,
quem foi atrás dos teus olhos, quem foi,
pintar todo o seu corpo quem foi,
buscar todo o seu olhar, fui eu.

Teus olhos,
me percorrem o corpo,
gosto do ritual, me chamas,
não vejo tua boca, busquei,
quem busca o seu amor, sou eu.

Tainá Santos Janeiro, 2002

Luiz Alberto Monteiro - Confissão

Confissão

Tenho dentro de mim duas almas permanentes
Nos sentimentos, a feminina regenera,
a masculina entorpece, as duas eu domino.
Nos acasos, a feminina agradece,
a masculina se encanta , as duas eu observo.
Nos devaneios, a feminina me devora,
a masculina me completa, as duas me encantam.
Com a feminina eu sinto pelo corpo todo,
com a masculina eu sinto pelos toques sutis
com as duas eu me completo e chego ao êxtase.
Na sensibilidade a feminina me abastece,
na força a masculina se intromete,
as duas me conduzem ao amor.

Rio 31/05/07

Quarta-feira, Março 14, 2007

Taina Santos - Coração de Pedra

Coração de Pedra

Não quero mais ter sentimentos de amor,
refaço agora todas as utopias da paixão,
minto e renego tudo que senti com ardor.
Em caracol e de pedra esculpo meu coração.

Quando pronto, vou colocá-lo no peito,
Não quero mais nada, e do amor quero distancia,
Renego o que já senti, por homens tenho despeito
E largo de mim a mulher que do amor tinha ânsia.

Por quem me apaixonei , nem sabe de mim agora,
e se sabe, esquece que sou uma mulher. Eu tento
ser a mulher de coração de pedra, e mundo afora

não espero que a razão explique meus sentimentos,
do coração antigo deixei que dele fizessem penhora.
Sem rumo, ando nua, ando louca, só tenho lamentos.


Tainá Santos, Rio, 03/2007

Quinta-feira, Março 01, 2007

Fomos nós todos que esquartejamos o João Hélio. - Luiz Alberto Monteiro

Fomos nós todos que esquartejamos o João Hélio.

A indignação é tanta com a brutalidade que aconteceu que cada vez que lembro, me vem lagrimas nos olhos e choro. Não consegui até agora acreditar em tamanha brutalidade, desprezo pela vida, em tamanha banalização da crueldade como se as crueldades que lemos todos os dias nos jornais fossem meros dissabores do cotidiano.
Não sei nem dizer qual o tamanho da minha raiva, ódio, vontade de matar os responsáveis por tamanha loucura. Mas quem são os responsáveis?
Ouvi pouca ou nenhuma indignação dos responsáveis por esse país de merda. Ouvi com igual raiva e desprezo o que os responsáveis por esse país falaram da tragédia.
O governador do Rio, Sergio Cabral, prontamente se indignou e jogou no ar a proposta que baixar a maioridade penal e ter legislação diferenciada por estado.
Mas como é possível ouvir isso e não lembrar que ele foi deputado, senador, e outros tantos cargos eleito pelo povo e nada fez no sentido de minimizar a tragédia que vemos todos os dias virarem meros dissabores do cotidiano.
Mas como é possível ouvir isso de uma autoridade e imaginar que no mínimo ela deveria saber que essa proposta é inviável dentro da legislação e constituição brasileiras. Será que o governador do estado, não sabe disso? E se sabe falou essa bobagem por quê? Pra fazer média com a opinião pública?
Qual o projeto de lei, proposta, movimento ou que nome queira se dar, que ele fez ao longo de toda sua vida publica no sentido de prevenir essa tragédia. ? Talvez nos últimos anos como senador a obra mais notável que fez foi fazer um conchavo com o casal Garotinho pra se eleger governador do Rio.
Ouvi de um juiz que, numa entrevista disse, que o menor daqui a 2/3 anos estaria em liberdade, e os outros mesmo que fossem condenados à pena máxima, estariam em liberdade em no máximo 10/15 anos, com as regras de redução da pena em função da legislação existente. Alias os crimes hediondos também foram igualados aos crimes de menor impacto nas regras de redução da pena.
Isso é que os deputados e senadores fizeram para diminuir essa loucura coletiva em que estamos.
Acho que o desprezo pela vida dos bandidos que fizeram isso é o mesmo desprezo dessas pessoas que emitem essas opiniões.
Existem dentro do congresso dezenas de propostas de atualização do código penal, dos ritos jurídicos na tramitação de processo há anos!!!!! Anos!!!! E nada absolutamente nada anda. Por quê?
Eu me permito dizer que esse país de merda merece os políticos que tem, basta ver as figuras que foram eleitas para o congresso nessa última eleição.
Quanto do orçamento nos últimos anos em qualquer esfera (federal, estadual e municipal) foi remanejado nos últimos 40 anos para a educação, saúde e infra-estrutura dessa massa de seres humanos miseráveis e sem nenhuma perspectiva de vida para eles e seus filhos, que se formou em volta das grandes cidades.
Que se espera dessa enorme população de excluídos a não ser a loucura do desprezo por tudo que esta em volta. Eles é que tem culpa?
Que se espera dessa massa de seres humanos se quem prove rendimento para a sua sobrevivência é o trafico de drogas, o delito de toda natureza.
Que se espera dessa massa de seres humanos se a única coisa que eles tem de bom é nada absolutamente nada, se seus filhos que tentam ser honestos e trabalhadores levam bordoada da policia, são mortos sem nenhuma razão, e da vida não vêem nenhuma perspectiva de melhora. O crime que eles cometeram foi de serem pobres, e morarem nas favelas.
Não encontro razão nenhuma pra olhar essa massa de seres humanos e ter esperança.
Sempre achei que uma boa arma pra se lutar era a arma do voto e ensinava isso aos que de mim dependiam.
Hoje não tenho coragem pra desmentir isso, mas tenho menos ainda pra falar da mesma forma.
Estou sem esperança de que não vá ver crueldade maior.
Qual é maior? No ano passado bandidos de dentro do presídio ordenaram a matança de pessoas incendiando ônibus, o que foi feito? Hoje os bandidos continuam mandando de dentro dos presídios. É triste, muito triste constatar essa realidade.
Bandidos no ano passado em São Paulo dominaram a cidade com ataques aos policiais e civis matando por conta de nada. O que foi feito? O que o governador falou junto com as autoridades? Estava tudo sob controle, não se preocupem.
Só esqueceram de terminar a frase, sob controle dos bandidos.....
Qual o país que meus filhos e netos terão? Um país de merda com governantes de merda.
Não quero isso pra eles não mas também não tenho esperança de mudanças.
Nós estamos todos esquartejando o João Hélio todos os dias.
O homem é a evolução que não deu certo.
Luiz Alberto Monteiro 28/02/07

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Teu sorriso - Luiz Alberto

Teu sorriso

Sou trapaceiro, desculpe, mas se assim faço,
é só pra ver teu sorriso, me esmero em palavras
me desdobro em historias, anedotas, mentiras.
Invento e desinvento a invenção, me desdobro.

Tens um sorriso doce, qual encanto da flor
que me atordoa com o perfume que exala
todas as vezes que a vejo no jardim,
saindo da clausura do ventre das folhas.

Sou sonhador, desculpe, mas se eu sonho,
é só pra ver teu sorriso maduro, generoso
me encanta a maturidade que ele expressa.

Tens um sorriso generoso, qual encanto
do entardecer de outono com a luz mágica,
que ilumina meus olhos de sonhador,
eterno pedinte do amor e encantos alheios.



Rio 08/02/07

Uma Rosa pra você - Luiz Alberto

Uma rosa pra você

Quem é você que de sobressalto do sonho acordei?
Busquei e vi nos vales encantados, os campos
de rosas que sonhava só para você. Por quê?
Confundo as rosas com o teu cheiro que ainda não senti.

Andando nas nuvens espessas, o amor desperta
cedo, só ele desperta cedo, do sono profundo
em que me vi buscando rosas só pra você.
Apareça, tenho uma rosa, a beijei, quero te dar.

Não vi teu rosto ainda e imaginei teu corpo,
Não vi tua mão ainda e já te dei rosas vermelhas.
Não vi teus seios ainda e já os beijei hoje.
E quando o beijei, arrepiei, engasguei, fiquei mudo.

Só inventei uma imagem com a voz que ouvi,
Pareço encantado com o som da tua voz,
mas ainda não te vejo, descubro e invento odores
de tua pele, imagino, que também se arrepiará à minha caricia.

Agora que sei inventar, também invento o sorriso
Que você me dá todas as vezes que lembra de mim.
Não vejo, mas inventei a ternura de teus olhos.
quando se lembra de mim e me imagina a beijar teu rosto.

Quando olhar uma rosa, imagina: é igual a que colhi nesse sonho,
Quando fizer caricias nos teus seios: lembre do meu beijo.
Cada ternura que seu rosto expressar, eu quero e imagino
- é a saudade que sente de mim.

Rio 18/01/07

Ventre da Terra - Luiz Alberto

Ventre da Terra

Nasci na água do ventre da terra,
sonhando por sonhos, promessas em vão,
descubro o entorno da vida, nos moldes de barro,
faço-os como a moldar meu rosto de criança.

Cresci mais um pouco, e achei a tarde,
na espera dos meus passos viris e lindos,
busquei no entorno dos caminhos, a vida
que, moleque que era, insistia em inventar.

Nesse caminho, descubro o brinquedo
estilingue, e lanço no ar a esperança
do sorriso eterno, que esqueci de guardar.

Cresci mais um pouco, e achei a noite,
na espera dos meus passos lindos e sutis,
busquei no entorno dos sonhos, o amor
que, teimoso que era, insistia em procurar.

Nesse caminho, descubro o amor
temporão, e sinto no ar o remorso
da alma, e vendo-me assim digo: enfim vou amar.

Itaipu, 29/11/06

Mar Quebrado - Luiz Alberto

Mar Quebrado

Flui o carinho nas pétalas molhadas,
das rosas plantadas na areia,
mar quebrado, me encanta os barulhos
que ouço agora, não ouvia antes, não sei.

Cansado - não ouço mais nada - durmo,
Sonhos no breu das orgias, dos eternos
beijos, que espanto senti agora. Quem foi ?
Quem corre na praia? Fico seco e teso no sonho.

Recebo a pergunta - parece brisa- Quem falou?
Respondo - não sei por que - Quem me perguntou?
Passa por mim, espuma branca, tons azuis, linda.

Espero a volta , e a olho de novo - lá se foi.
Olho as mãos pois meus pés somem sem eu ver,
parece que o mar quebrou de tanto barulho.

Itaipu 06/06/06

Sábado, Novembro 11, 2006

Quem é voce ? - Tainá Santos

Quem é você?

Saudade, loucura que sinto no corpo, que nunca viste,
pois só sonho contigo não te conheço nem nunca te vi,
mas olhe e pense no que é só seu, amor.

Saudade do corpo que nunca vi, só sonhos,
inebriados da gosma do gozo sozinha que sinto.
Venha completar minha loucura aqui.
Eu e teu corpo a sós sem ninguém por perto.

Meu corpo se contorce, tem câimbra e dor,
mas não esquece nada , é linda a tua imagem
no meu sonho, corra que te espero, te desejo.

Nesse escuro das sombras fugazes que vejo,
nessa saudade enlouquecida que me afeta,
solto todos os gemidos e enlouqueço quieta.

Tainá Santos, Rio,11/2006

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Ciúme - Taina Santos

Ciúme

Quem de mim saiu, quero de volta.
do amor que faço contigo, loucuras,
tenho de mim ciúmes, não me suporto.

Nas tardes em que olho pro meu corpo,
antes de chegares a mim, ai que saudade,
do meu cheiro fugaz sinto remorsos,
Pois ele te excita, enlouquece, dá prazer,
tenho de mim ciúmes, não me suporto.

Enlouqueço, fico mole, fico dormente,
Lembro dos passeios noturnos da minha língua
se de mim fazes a orgia que desejas,
Se de mim fazes uma mulher desfalecida,
e ainda dizes - quem há de querer-me.
tenho de mim ciúmes, não me suporto.

Sorrio com prazer, pois me darás
todos os beijos dos teus lábios só pra mim,
todas as caricias da tua língua só pra mim,
e se outra se fizer igual ao meu corpo ?
enlouqueço só de pensar, mostro meu gozo,
tenho de mim ciúmes, não me suporto.

Tainá Santos, Rio,06/2006

Palavras - Luiz Alberto

Palavras

Palavras de ourives,
qual palavra é a mais bonita e sonora?
Saudades, flores, olhar, beijo,
não sei, são todas as que escuto.
A palavra lida é mais bonita?
Ou o som delas é melhor.
A palavra pensada é mais intensa?

Onde aprendi a misturar as letras,
e a construir palavras?
Brinco de juntar letras e palavras
sem regras? Sem rimas?
Desconcertante,
Preguiça, amor,
vida, morte, inconsciente.

Os sons são palavras que ouvimos?
As palavras são imagens do som,
quantas li em todos os idiomas,
quantas imaginei para amar,
quantas imaginei para não gostar.
Virulentas, ocasionais, felizes.

Quais eu mais falo e ouço?
Gosto de olhar nos livros novas palavras,
e quando descubro, leio varias vezes e
sinto uma sonoridade nova,
É o prazer da descoberta.
êxtase eterno, palavras.

Itaipú, Outubro de 2002

Segunda-feira, Junho 19, 2006

Resposta ao Livro - Taina Santos

Resposta ao Livro

Todos os livros de minha vida
Lidos, relidos nas margens da alma
Correm nos meus olhos, todos serenos
Transformam as palavras em doces venenos

O livro me chama.
Ele me traz os devaneios e delírios
Leitores não os tenhos, só a mim interessa
Os escritos e as palavras,
O amor que me toma, atônica
A saudade que me despede do real

Não me separo dos meus sonhos
Deles faço a oficina das palavras.
Quando me faço ourives e tento
Domar as rimas,
Expurgar os sentimentos que sinto
Ou invento
Expressar o amor novo ou a paixão antiga

Ou a saudade renitente
Ou a loucura do amor eterno inexistente

Rio, 14/01/99

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Saudade de Você - Luiz Alberto

Saudade de Você

Músicas furtivas embalam as lembranças.
que ouço quieto sem passar por aqui.
Que faço eu quando a saudade aperta ?
Que faço eu quando o sonho desmancha ?

Lembro então dos teus olhos, teus braços,
teu tudo que agora me atormenta os sonhos.
Que faço eu, se quando acordo eu não te vejo ?
Que faço eu, se quando durmo eu não te esqueço ?

Pálida imagem que fica na minha memória de sonhador,
alimentando e construindo meus desejos e meus tormentos,
do desejo de abraçar-te sempre sem fim,
do desejo de te beijar agora, e sempre,
de te amar dentro dos meus sonhos.

Será que sonhas comigo tudo que sonho contigo,
ou será teu sonho furtivo e quieto sem lembranças,
para não falar meu nome como não falo o seu,
para que ninguém saiba o nome da saudade.

No engano do gozo escondido que imagino sem você,
acaricio o que não vejo só pensando em seu corpo,
e assim engano a saudade que sinto,
e assim engano o desejo de te sentir quando sonho.

Sinto então teu cheiro por onde nunca passou,
sinto tua presença ao meu lado, que louco que sou,
e quando te vejo na loucura da saudade te digo,
todas as coisas de amor que lembro e sei dizer.

Acordo sempre no meio dos sonhos que te vejo,
para olhar tudo em volta e começo a procura insana,
e voltando a dormir, novamente te olho inteira,
e agarro teu sorriso, te beijo, te abraço, te acaricio
toda de novo, e então quando acordo corro
para te encontrar, e te digo: que saudade de você!

Luiz Alberto Monteiro Campos Jan/99

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Desejos - Taina Santos

Desejos

Quero todos os sonhos,
Diretos, impossíveis e não pensados
Pois neles espelho o meu viver.
Quero a companhia da paz eterna,
do companheiro único e total,
Que me guie nos devaneios.
Quero o carinho da vida
Que só consigo nos teus sonhos
Impenetráveis, agora difíceis.

Taina Santos, 10/3/99

Quinta-feira, Junho 01, 2006

Foto - Ponte Rio - Niterói



Ponte Rio - Niterói

Quarta-feira, Maio 31, 2006

Encontro - Luiz Alberto

Encontro
Descaso das palavras que não achei,
No mundo que dispara vendo os sonhos,
Para dizer de você, só falar com você.
Aonde estão as palavras ?
Perambulo no êxtase da incerteza,
Olhando incógnito as marcas do passado,
Não vejo tudo, e não acho o caminho que passei.

Qual caminho eu antes passei ?
Lembro do vento que atordoa o silencio,
Lembro das palavras que relembra o esquecido,
Mas de nada adianta, não encontro o procurado ainda.

Quero todos os encontros nesse meu dia,
E passo e repasso todos os casos contados,
E sei, digo, falo, e ouço do tudo ou do nada,
E passo e repasso todos os encontros vividos.

Será que achei todos os meus encontros ?
E assim, possa dizer tudo, sentir tudo,
Acho sim e descrevo as estórias mal contadas,
Que li, ouvi e relembro atordoado e confuso.

Não fui na vida um poente desconcertante,
Nem um ocaso que inebria os sóis diários,
Sou apenas um vivente ansioso e sôfrego,
dos despertares alheios,
E dos meus encontros, que sempre acho, tardios.

Carrego tua imagem inventada, te vejo lindo!
Nunca te vi, ando por onde não passa.. não sei.
Sempre te vi nos retratos inventados... só assim consigo.
Um dia no rosto te beijo. Um dia recebo teu beijo.


Luiz Alberto Monteiro
Itaipú, 06/98

Minha menina - Luiz Alberto

Minha menina

Quem é você que nasceu ?
Sei que foi de mim e continua,
a geração nascida de meu gozo.
Liberte-se das amarras, vá a lua...
E traga de lá a liberdade.
Não sei se os meus olhos brilham
por espanto ou pranto de te ver,
mais sei que minha boca murchou,
e não fala tudo que sente.

Quem é você que nasceu ?
Cá fora tem um mundo grande, e
corre o mistério do ciclo eterno
que nasce, recomeça.
Não tem fim... Não tem espera...
Acredite na sua força menina,
sem ela não há mundo grande,
sem ela não há desacerto nem conserto
dos erros, dos rumos, das idas e vindas.

Quem é você que nasceu ?
Cá fora tem um sonho grande, e
pra virar verdade tem que derramar
a esperança, e a crença nos sonhos
nascidos com o seu caminhar.
Solta as amarras da candura
da tenra idade que tem agora, e
mantenha a mente liberta,
Não sonhe pelos sonos alheios.

Quem é você que nasceu ?
Não sei, nem te digo porque não sei,
fecho na clausura o meu espanto, e
espero teu crescer sem marcas alheias,
sem rimas, nem preces para o deus errante,
que marca e desmarca o ciclo da vida.
Não ande pelas pernas do mundo,
Os espelhos que colocarem nos teus sonhos,
quebre-os, pois da vida nada ensinam.

Itaipú, 27/06/1997

Segunda-feira, Maio 29, 2006

Sorças - Luiz Alberto

Sorças

Palavras soltas, eternas.
mudas dos canteiros do sol, plantei escondidas,
cores que vejo nas sorças espalhadas nos sonhos.
verdes encontram o vermelho, o amarelo, o azul...
Cantos, ouço cada vez diferente,
brilho do teu olhar, você.

Troco de olhos e vejo mais bonitos os sons,
troco de ouvidos e ouço mais bonitas as mutações,
pinte teus sonhos, escreva suas palavras,
ame teus desejos,
tua alma, uma sobra de amor,
tua música, tuas cores, teus sonhos.


Itaipu, 29/09/2004

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Palavras, Braços e abraços - Luiz Alberto

Palavras, Braços e abraços

Minhas palavras soltas abraçam você,
E dizem coisas lindas que só você ouve.
Eu não ouço, pois elas de mim estão longe.
Nem as digo perto, pois não te achei.

Meus braços correm pelo vento e te encontram,
nas redes do destino, sorrindo de mim.
E não sei porque não te abraço,
pois perto estou, mas não te vejo.

Meus abraços ouvem murmúrios de amor,
Minhas palavras sentem os teus afagos,
Meus braços envolvem o meu vazio. Sonhos.
Perto de mim ouço os lamentos da saudade.

Constante, distante e generosa nas lembranças,
Dos afagos mandados por você que senti.
Te chamo, sua imagem desmancha, teu beijo se esvai,
Meus olhos fecham e vejo a realidade nos sonhos.

Minha sombra descansa no teu ventre,
Carinhos, retribuo os seus, beijo teus seios,
meu abraço que vai e te encontra longe,
palavras murmuradas, que digo e só você ouve.

Itaipu, Janeiro de 2003.

Terça-feira, Maio 23, 2006

O que pensa o poeta ? - Luiz Alberto

O que pensa o poeta ?

Em que penso para escrever não sei,
como escrevo se não sei pensar ?
Invento sentimentos, amores, saudades...
e tudo que me atormenta o pensamento ?

Tento domar as rimas e o som da frase,
Senão tudo vira um tormento,
Se não rima e se nem o som das palavras
combinam quando leio, não é poesia.

Invento um amor inexistente,
ou traduzo um amor real em palavras.
Finjo orgasmo para falar do orgasmo ?
Finjo saudade pra falar do amor distante ?
Desmascaro a realidade pra inventar
outra melhor, ou pior, às vezes não sei..

Olho pro mendigo na rua e relembro
os amores impossiveis que ele sentiu.
Olho pra mulher passando e a imagino minha
de tão linda aos meus olhos ela parece...
Olho pra lua cheia e invento uma canção de ninar,
Ou de amor, ou de esperança, ou uma nova prece,
pode ser que seja assim, mas não sei..

Acho que não somos sinceros,
pois sempre inventamos sentimentos, que não sentimos.
Sempre inventamos rimas às vezes sem par,
Só pra rimar as palavras, ouvimos boleros,
lindos eu sei, mas foi só pra rimar .

Então como posso dizer o que penso ou sinto,
se sempre invento o que sentir pra escrever,
como posso falar do dia a dia de um poeta,
se não escrevo sozinho e nem com meus sentimentos,
e se escrevo e porque alguém me diz sempre tudo, timtim por timtim,
por que se não for assim eu erro tudo
e descubro que não sei escrever.
Niterói, 10 dezembro de 2000

Por do Sol em Cabedelo - Paraiba


Esse é um por do sol em Cabedelo - Paraiba a beira do Rio Paraiba.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Quando - Taina Santos

Quando

Quando eu esqueço a ultima dor do amor,
de novo volto a procurar você,
não adianta eu saber, sou nada no seu coração.

Quando eu lembro do último beijo,
nos meus seios que você me deu,
e foi embora logo sem adeus, eu quero outro beijo.

Quando eu sonho, e no meu sonho não lembro
de mim, são devaneios eternos, fico seca de tanto chorar,
meus olhos cospem o ódio e o amor que sinto eternos.

Quando meus olhos saltam pra fora pra te procurar,
acho que fico cega de tanta dor.
acho que fico cega de tanto amor.

Tainá Santos, 05/2006

Quinta-feira, Maio 18, 2006


Niterói - Praia de Piratininga Por do Sol o dia estava nublado mas ficou bonito. As montanhas ao fundo são do Rio (Cristo a mais alta)

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Sedução - Taina Santos

Sedução

Quero ser a sombra do teu olhar
que corre pelo chão procurando alguém,
não sou eu, pois a mim não enxerga,
desfaz os meus sonhos e minhas utopias.

Às vezes quando me olha não me vê,
às vezes quando me toca é um engano,
às vezes quando me encontra, é desencontro,
da noite com o dia no ritual da sedução.

Não te seduzo agora, ainda, e nem nunca,
pois me seduz seu corpo sem nada fazer,
quero o delírio que não mereço,
quero tua estrada e entranhas que não conheço.

Já que não me quer agora e talvez nem nunca,
deixe meus olhos conhecer teu corpo,
deixe tua luz me guiar no escuro do prazer,
que sinto só, de tão real é o meu querer.

Tainá Santos, 17/12/98

Domingo, Maio 14, 2006

Paz - Luiz Alberto

Paz

Na ternura encontro o encanto que se desmancha
em abraços, em véus de imensas cores se esconde,
veja aqui todos os usos que faço da vergancha,
sentado, olho as margens do rio, vejo o cambonde.

Que espera ele do ritual bonito, e cantado,
será a paz que encontra em sua prece pedinte.
Como sei? Já não ouço, agora estou marulhado.
Esquecido no meu ritual sou só meu ouvinte.

No entanto percebo as marés e a paz indistinta,
nego aos meus ouvidos o som do ferrageiro
que passa por perto, percebo minha finta.

Sucumbo aos encantos de tudo que ouço,
doei de mim o que pude, fui zombeteiro,
tenho paz, encantado com a brisa do zingamocho.

Itaipú, 14/12/2001

São Gonçalo do Rio das Pedras - Luiz Alberto

É um lugar lindo que conheci em Minas , distrito de Serro. Tem uma pousada que vale a pena -Pousada do Pequi da Cleide 38 35416100 vale a pena !!!!!!!!!

São Gonçalo do Rio das Pedras

Terra das águas moldadas nos sorrisos que conheci,
da gente simples, conversadeira, curiosa.
os que chegam não querem sair, andam
nos caminhos sutis, brejeiros, escondidos.

Terra onde as águas contam estórias de amor,
onde se descobre o amor que sempre estava lá.
onde as arvores contam a nossa evolução
nos seus troncos de cascas grossas, generosas, belas.

Terra onde o passado não quer sair nunca,
onde cada pedra, flor, tudo, tem nas suas entranhas
peixes gigantes, água salgada, correntezas marinhas,
pontas moldadas pelo mar de outrora.

Terra onde o campo tem uma textura colorida,
generosa nas flores diversas, no vento malandro
que dá preguiça, e força só de olhar.
Ando pelas encostas de pedras e vejo tudo.

Terra em que cada coisa que lá existe,
tem uma historia de mil milênios,
levei um pedaço de tudo que encontrei,
na saudade que sinto.

Itaipú, 18/10/2004

Meus Homens - Taina Santos

Meus Homens

Quem são eles que me fartam de prazer ou não,
e não esquecem que são homens por isso me esquecem,
não digo ao mundo quem são eles,
mas minhas pernas sempre lembram de cada um.
Corro pelo prazer de estar pronta,
Não finjo, esqueço, busco o prazer,
com todos, ou não me conheço.
disfarço o orgasmo pra não acabar nunca.

Parece melancolia do cair da tarde,
quando eu retorno e relembro tudo de uma só vez,
lá se foi um álibi perfeito pra mentir tudo de novo.
Quantos tive, já nem me lembro,
todos grandes e pequenos ao mesmo tempo,
por que se foram não sei, já nem me lembro,
mas lembro de cada prazer sentido.

Tainá Santos, 11/2000

Natal - Taina Santos

Natal

Sonhos, deleites, alegria?
O que penso agora se não me pertenço.
Futuro? Devaneios? Amores possíveis?
O que sinto agora se o presente não pressinto.

Vejo o encanto do sol noturno que me inebria,
e digo tudo que invento sem pestanejar,
quero a liberdade, a felicidade, o prazer.

Não quero a clausura
de minhas expressões, dos meus sentimentos...
Multiplico a alegria,
Por quantos anos repito o ritual das festas?

Olhar uma rosa e sorrir, só sorrir,
pensar no futuro e viver, só viver,
buscar o prazer dos encontros,
encontrar o prazer das conversas,
conversar do prazer das utopias.

Rosas, begônias e todas as flores,
divertem sobre o sonho tardio,
repartem o amanhã que sorri,
e hoje encontram o natal feliz.


Tainá Santos, dez / 2000.